quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Condições do trabalho domestico


Considera-se empregado(a) doméstico(a) aquele(a) maior de 18 anos que presta serviços de natureza contínua (freqüente, constante) e de finalidade não-lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas. Assim, o traço diferenciador do emprego doméstico é o caráter não-econômico da atividade exercida no âmbito residencial do(a) empregador(a). Nesses termos, integram a categoria os(as) seguintes trabalhadores(as): cozinheiro(a), governanta, babá, lavadeira, faxineiro(a), vigia, motorista particular, jardineiro(a), acompanhante de idosos(as), entre outras. O(a) caseiro(a) também é considerado(a) empregado(a) doméstico(a), quando o sítio ou local onde exerce a sua atividade não possui finalidade lucrativa.
A Lei nº 5.859, de 11 de dezembro de 1972, regulamentada pelo Decreto nº 71.885, de 9 de março de 1973, dispõe sobre a profissão do(a) empregado(a) doméstico(a), conceituando e atribuindo- lhe direitos. A Constituição Federal de 1988, por sua vez, concedeu outros direitos sociais aos(as) empregados(as) domésticos(as), tais como: salário- mínimo; irredutibilidade salarial; repouso semanal remunerado; gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, 1/3 a mais do que o salário normal; licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com duração de 120 dias; licença-paternidade; aviso-prévio; aposentadoria e integração à Previdência Social.
Com a edição da Lei n.º 11.324, de 19 de julho de 2006, que alterou artigos da Lei n.º 5.859, de 11 de dezembro de 1972, os trabalhadores domésticos firmaram direito a férias de 30 dias, obtiveram a estabilidade para gestantes, direito aos feriados civis e religiosos, além da proibição de descontos de moradia, alimentação e produtos de higiene pessoal utilizados no local de trabalho.
Outra mudança significativa para incrementar a formalização dos vínculos dos empregados domésticos foi a dedução no Imposto de Renda Pessoa Física de 12% do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Esta dedução é garantida sobre o valor do recolhimento referente a um salário mínimo mensal de um doméstico, incluindo a parcela de 13º e 1/3 de férias.
Também permitiu ao empregador recolher a contribuição referente a competência de novembro de cada ano até o dia 20 de dezembro, juntamente com a contribuição referente ao 13º salário, utlizando-se de um único documento de arrecadação (GPS).
Decreto que lista as piores formas de trabalho infantil passa a vigorar - O Decreto nº 6.481, que trata da proibição das piores formas de trabalho infantil, já está em vigor. Assinado pelo presidente Lula no dia 12 de junho - data em que foi celebrado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil e Dia Nacional - o decreto regulamenta a Convenção 182, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil. Ele entrou em vigor 90 dias após publicação no Diário Oficial da União (DOU), em 13 de junho. O decreto atualizou a lista de atividades econômicas consideradas insalubres e perigosas para o trabalho de menores de 18 anos. Pelo decreto, fica proibido o trabalho do menor de dezoito anos - por força de dispositivo da Constituição Federal (art. 7º, XXXIII) - em 94 tipos de atividades, entre elas, trabalhos prejudiciais à moralidade e o trabalho doméstico.
Entre as atividades elencadas, estão as que se referem aos serviços domésticos. Isso porque os jovens que trabalham nestas atividades estão sujeitos, por exemplo, a esforços físicos intensos; isolamento; abuso físico, psicológico e sexual; longas jornadas de trabalho; trabalho noturno; calor; exposição ao fogo, posições antiergonômicas e movimentos repetitivos, podendo comprometer o processo de formação social e psicológica. O trabalho a partir de 16 anos fica autorizado apenas em situações onde os adolescentes não estejam expostos a riscos comprometedores à saúde, à segurança e à moral. Portanto, a faixa entre 16 e 18 anos, que antes podia trabalhar como doméstico, fica proibida a partir deste decreto presidencial.
Atualizado em setembro/2008

Fonte:http://portal.mte.gov.br

1º Consocial


CGU promove a 1ª Consocial

A Controladoria-Geral da União (CGU) realiza este ano a 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Participação Social (Consocial), que tem como tema “A sociedade no acompanhamento da gestão pública” e deverá, com a participação de todos os segmentos da sociedade, traçar diretrizes de atuação para assegurar a efetividade das políticas públicas de promoção da transparência pública e da participação social; bem como fazer um diagnóstico sobre a adoção e implementação dessas políticas nos âmbitos municipal, estadual, distrital e federal.

O encontro nacional será realizado entre os dias 13 e 15 de outubro, mas a mobilização da sociedade já começa agora em meados do mês de março com os preparativos para as conferências municipais que devem acontecer a partir de maio. Os encontros estaduais estão planejados para começar em julho.

A 1ª Consocial deverá estimular os órgãos públicos a implementar mecanismos de transparência e acesso à informação pública; debater e propor formas de sensibilização, mobilização e capacitação da sociedade em prol da participação e acompanhamento da gestão pública, que utilizem inclusive ferramentas e tecnologias de informação; e desenvolver e fortalecer redes de interação dos diversos atores envolvidos nessas atividades.

Fique atento ao site da 1ª Consocial (www.cgu.gov.br/consocial) para acompanhar as notícias e obter mais informações sobre a conferência. Em breve serão publicados no site a Portaria do Ministro de Estado Chefe da CGU com a nomeação da Comissão Organizadora Nacional e, tão logo seja aprovado, o Regimento Interno da 1ª Consocial.

Caso não tenha interesse em receber mensagens sobre a 1ª Consocial, pedimos a gentileza de responder a esta mensagem com o pedido para retirarmos seu e-mail da lista de distribuição.

Atenciosamente,

Coordenação-Executiva da 1ª Consocial
Diretoria de Prevenção da Corrupção
Secretaria de Prevenção da Corrupção e Informações Estratégicas
Controladoria-Geral da União

ELEIÇÕES CFESS 2011-2014


A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) do CFESS homologou nesta quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011, a única chapa inscrita para concorrer à direção do Conselho Federal nas eleições do Conjunto CFESS-CRESS (triênio 2011-2014). A CNE deu parecer favorável à chapa 1 "Tempo de Luta e Resistência". O prazo para inscrição terminou ontem, 8 de fevereiro, e o CFESS agora aguarda as informações das chapas inscritas para concorrer às direções dos CRESS e Seccionais.
Segundo a presidente da CNE, Rosa Helena Stein, o período de inscrição de chapas foi importante para reoxigenar os debates acerca do rumo das entidades representativas da categoria e da profissão. "A categoria se mobilizou, refletiu e se organizou para o processo eleitoral do Conjunto CFESS-CRESS", afirmou. Ainda de acordo com a presidente da CNE, a participação dos/as assistentes sociais legitima o processo democrático de escolha das direções do CFESS, CRESS e Seccionais. "Estamos falando de um processo que seu Código Eleitoral é definido pela própria categoria no maior espaço de deliberação dos/as assistentes sociais, que é o Encontro Nacional CFESS-CRESS", completa.
As eleições acontecerão nos dias 23, 24 e 25 de março de 2011 e os/as assistentes sociais elegerão seus representantes para direção do CFESS e do CRESS de sua região. As gestões eleitas assumirão em 15 de maio, dia do/a assistente social.


Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Atitude Crítica para Avançar na Luta – 2008/2011
Comissão de Comunicação

Rafael Werkema - JP/MG 11732
Assessor de Comunicação




Instituto Legislativo Brasileiro - CURSOS GRATUITOS


Instituto Legislativo Brasileiro - Cursos a distância.

Cursos

Importante

  • Todos os cursos do ILB são GRATUITOS e abertos ao público em geral
  • Cada aluno só pode fazer UM ÚNICO CADASTRO, e só pode se matricular em NO MÁXIMO 1 CURSO COM TUTORIA (ou SEMITUTORADO) e 1 SEM TUTORIA simultaneamente.
  • Os cursos não têm por objetivo a preparação para concursos públicos e assemelhados. O propósito principal é a difusão do saber.
  • Por serem cursos livres de capacitação, eles não necessitam e não contam com a chancela do Ministério da Educação.
  • A desistência ou reprovação implicará BLOQUEIO por 3 meses para eventuais novas matrículas nos cursos SEM TUTORIA, e por 1 semestre para os COM TUTORIA ou SEMITUTORADOS. Essa medida justifica-se pelo fato de os cursos serem gratuitos para os alunos e pela grande demanda, que impossibilita o atendimento simultâneo a todos os que efetivam pré-matrícula.
  • O ILB fornece, aos aprovados, certificado e declaração (com o conteúdo programático) emitidos eletronicamente e impressos pelo próprio aluno.

Cursos sem tutoria

Os certificados serão emitidos após 60 (sessenta) dias da efetivação da matrícula.

Cursos com tutoria

Veja no site abaixo. www.senado.gov.br/sf/senado/ilb

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Edital 2011 Fundo Brasil de Direitos Humanos

 Fundo Brasil de Direitos Humanos disponibiliza recursos para projetos de organizações da sociedade civil e de indivíduos em todo o país, buscando acolher a diversidade regional e beneficiar preferencialmente aqueles com menor acesso às fontes tradicionais de financiamento.

A escolha dos projetos obedece a processo de seleção anual, que se inicia com a divulgação de edital contendo os critérios específicos e os prazos para envio de projetos.
O edital 2011 privilegia iniciativas na área do combate à discriminação e à violência institucional, esta última entendida como "qualquer forma de violação a direitos humanos promovida por instituições oficiais, suas delegações ou empresas."

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Prefeitura Municipal de Ponte Nova firma convenio com o Complexo Penitenciário



Recentemente a Prefeitura de Ponte Nova através da Secretaria de Desenvolvimento Rural (Sedru) e a direção do Complexo Penitenciário firmaram convênio para a implantação de uma horta e pomar comunitário em área de 5.000 mil metros quadrado ao lado da Penitenciária, no Parque Florestal Passa Cinco.

Os legumes, frutas e verduras, servirão para alimentação dos presidiários e funcionários da instituição, a outra parte da produção será doada para entidades beneficentes da cidade.

Os trabalhos são realizados por presos sentenciados, com a devida autorização judicial, que tem redução de 1 dia de pena, a cada 3 dias trabalhado. Cerca de 30 presos trabalham em regime de remissão.

Nesta primeira etapa do trabalho, o terreno é preparado tecnicamente para receber mudas frutíferas e leguminosas, em seguida, com acompanhamento especializado haverá o plantio. Anexo, está sendo construído um escritório com cerca de 40 metros quadrados, que abrigará os trabalhos do Núcleo de Produção do Presídio, que desenvolverá suas ações com apoio efetivo da Sedru.

Segundo Magno de Souza, representante do Complexo Penitenciário, a seleção dos detentos é feita por uma comissão composta de Psicóloga, Assistente Social, dentre outros. É feita uma minuciosa avaliação técnico-social e somente depois o preso, com a devida autorização judicial, é liberado para trabalhar.

“É muito importante a parceria com a prefeitura. O Prefeito acreditou no projeto e deu carta branca para que o seu secretário Padovani tomasse as medidas técnicas. A prefeitura nos dá garantia estrutural e de operacionalização. Esta iniciativa tem grande alcance social. Temos que ter paciência e temos certeza que este projeto será muito importante para o Município. Estamos aproveitando uma área completamente degradada, recuperando-a para que se torne útil. Aqui os presos que trabalham na horta comunitária e quando retorna para a cela, logo vão descansar, porque sabem que no outro dia o trabalho começa tudo de novo. Além do trabalho social eles estão sendo qualificados para o futuro e serem reinseridos na sociedade, após cumprirem suas penas”, informou Magno, Maguinho.

Fonte:
Assessoria de Comunicação 
Prefeitura de Ponte Nova
imprensa@pontenova.mg.gov.br    
ascom@pontenova.mg.br
(31) 3817-1980 – 8435 2028

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Combate a violencia sexual e o racismo no Brasil


Uma agenda no combate à violência sexual e ao racismo no Brasil

O combate à violência sexual contra meninas e mulheres foi o tema do encontro entre as ministras Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos) e Iriny Lopes (Secretaria de Políticas para as Mulheres), realizado ontem (25/1), em Brasília. Segundo as ministras, a ideia é elaborar uma ação unificada do governo federal para enfrentamento da violência sexual.
“Vamos montar uma agenda integrada que potencialize a nossa causa. A menina e a mulher que sofrem a exploração sexual são do mesmo gênero”, afirmou a ministra Maria do Rosário.
A violência doméstica, sexual e outras violências contra a mulher também integram a lista de eventos de notificação compulsória relacionados pelo Ministério da Saúde, em Portaria publicada nesta quarta-feira (26/1) no Diário Oficial da União, que padroniza critérios, procedimentos e atribuições dos profissionais de saúde em relação a diversas doenças e eventos de saúde pública. A notificação deve ser feita obrigatoriamente quando a mulher for atendida em serviços de saúde públicos ou privados, e vale para todos os profissionais de saúde, tais como médicos, enfermeiros, odontólogos, biomédicos e farmacêuticos, entre outros.
Racismo – O respeito e a igualdade étnico-racial e os impactos do racismo na infância também estão na pauta do governo federal. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), além de outros órgãos do governo está apoiando a campanha do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) sobre o tema: “Em um mundo de diferenças, enxergue a igualdade”. Para sensibilizar a sociedade, reforçando os direitos de crianças e adolescentes, a campanha vai divulgar histórias de pessoas e organizações que tenham realizado uma ação contra o racismo na infância ou adolescência.
Estatísticas – Dados IBGE/Pnad 2009 apontam que 57 milhões de crianças e adolescentes vivem no Brasil, e, desse número, 31 milhões são negras e cerca de 100 mil indígenas. Segundo o IBGE/Pnad, das 530 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, cerca de 330 mil (62%) são negras e 190 mil são brancas. Essas e outras informações estão disponíveis no site Infância Sem Racismo, onde o interessado pode divulgar sua ação ou projeto contra o racismo, além de obter sugestões sobre como enfrentar o problema e denunciar casos de abuso e discriminação.